Adeus, B. B. King

by Eduardo Lautert


A pauta nem era essa. Não teria como ser. Mas dado o tamanho da notícia que nos pegou de forma avassaladora nesta manha de sexta-feira, não tínhamos como não prestar uma homenagem ao Mr. King.

Nascido em 1925, no estado do Mississipi, Riley B. King, virou um dos nomes mais influentes do blues ao longo dos seus 89 anos. A sigla "B. B." nasceu do termo blues boy (garoto do blues) e denota o tamanho do herói que estamos falando. Até porque ninguém recebe o título de "Rei do Blues" por acaso.

B. B. King deixa para trás não apenas a sua inseparável companheira Lucille (uma guitarra Gibson ES-355), mas um legado gigantesco. Eric Clapton, por exemplo, o Deus da guitarra, aponta King como um dos seus maiores ídolos. Famoso também pelo carisma ao realizar centenas de shows por ano até o fim da vida, ele também deixa uma profunda fonte de inspiração também em termos de estilo. Considerado um dos gêneros mais elegantes da música, o blues tinha (e para sempre vai ter) em B. B. King um dos seus maiores expoentes, sempre com ternos impecáveis e um estilo que transbordava originalidade e autenticidade.

É nesta sexta-feira silenciosa que ouvimos B. B. King para lembrar que todo esse legado de gênios como ele nunca vai embora.