O estilo do Leeds/Reading Festival 2014

by Eduardo Lautert


Mais uma vez a nossa semana começa pautada por um festival de música internacional.

Coisa boa começar a segunda-feira conferindo os principais momentos de eventos como o Leeds e o Reading Festival, ocorridos durante a sexta, o sábado e o domingo. Como apresentamos aqui na sexta-feira passada, ambos contaram com o mesmo line up. E que line up.

Abaixo você confere o nosso tradicional resumo de estilo:

Além de ocupar o posto de uma das bandas mais animadas da atualidade, os suecos do Hives também podem ser considerados um dos mais elegantes. Sempre trajando trajes mais do que caprichados, o quinteto desfilou pelos palcos da Inglaterra vestindo terno preto e branco com enorme sabedoria.

Retornando ao circuito dos festivais, o Queens of the Stone Age mostrou que deve vir ao Brasil em grande forma ainda esse ano. Discrição, autenticidade e muita elegância.

Já longe da posição de menino prodígio, Jake Bugg mais uma vez se apresentou acompanhado da simplicidade e elegância de sempre. Tudo isso aos 20 anos.

Ainda distantes daquela fama do meio da década passada, os ingleses do Kooks seguem sem encantar. Não em termos de som, esse dificilmente irá cair no conceito dos fãs. Faltou mesmo foi um capricho maior na hora de escolher a calça do vocalista Luke Pritchard.

Após o término do badalado My Chemical Romance, Gerard Way mostra-se cada vez mais distante daqueles figurinos pesados, de olhos pintados e roupas excessivamente escuras. Menos emo e mais estilo. A gente agradece.

Ao mesmo tempo que mudar de estilo pode se mostrar uma qualidade, manter-se com as mesmas características pode ser algo louvável. Ainda mais quando se trata de uma banda elegante na medida certa como o Bombay Bicycle Club.

Outra que dificilmente muda de estilo - tanto musical quanto estilístico - é a americana Vampire Weekend, membros fiéis do movimento indie/folk que merece muitos elogios pelo som e claro, pelo figurino.

Ainda na mesma vertente temos os californianos do Foster the People. Um pouco mais roqueiros do que nos primórdios da banda, é verdade. Mas não há como negar que o up no visual fez bem aos rapazes.

Frequentemente flertando com a elegância e a cafonice, Alex Turner e os Arctic Monkeys presentearam os fãs com um figurino decente, que lembrou menos aquele visual Agostinho Carrara dos últimos tempos.